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 Volume 3
        número 1, 2019
        número 2, 2019
        especial 1, 2019

IV COLÓQUIO DE ZOOLOGIA CULTURAL

Livro do Evento

Coelho & Da-Silva (Eds)

A Bruxa 3(especial 1): 1-163, 2019

A paleontologia de Pokémon como ferramenta para a divulgação científica 

Beatriz Marinho Hörmanseder; João Marcelo Pais de Rezende; Marina Valentini Aguiar & Lucy Gomes de Souza

A Bruxa 3(2): 1-20, 2019

Resumo

A similaridade de algumas características morfológicas entre os seres vivos, principalmente animais, e os Pokémon foi uma das fórmulas para o sucesso estrondoso, desde 1995, dos famosos “Monstros de Bolso”. Esses foram criados com o intuito de colecionismo, sendo-lhes conferida uma gama de estruturas e colorações chamativas, como chifres, garras, listras por todo o corpo, aparência exótica e outras características comumente encontradas em animais. Assim, apesar de pertencerem a um ambiente fictício, os Pokémon obedecem em parte às leis naturais e biológicas do mundo real. Os fósseis, incomuns à grande parte do público, também trazem uma ampla variedade de formas que, quando comparadas às espécies encontradas atualmente, instigam curiosidade sobre a paleodiversidade. No mundo de Pokémon, os fósseis estão representados por dois grupos: os invertebrados, com oito táxons, e os vertebrados, com 13. Em especial quanto aos invertebrados analisados, foi identificada maior variedade de grupos taxonômicos, representando diferentes períodos geológicos. As comparações morfológicas e sistemáticas podem auxiliar e popularizar o interesse pela paleontologia, por meio dos fósseis destacados em Pokémon, que podem ser utilizados como ferramenta de divulgação científica, promovendo maior acessibilidade do conteúdo dentro e fora dos ambientes acadêmicos.

Palavras-chave: fósseis; invertebrados; taxonomia; vertebrados; videogame.

Urbanidades zoológicas: o Beco do Batman

Elidiomar Ribeiro Da-Silva & Tainá Boa Nova Ribeiro Silva

A Bruxa 3(2): 21-34, 2019

Resumo

Os bichos estão presentes por toda parte. Até mesmo nas mais urbanas cidades é comum nos depararmos com integrantes do reino animal, a chamada fauna urbana. Além desses notáveis remanescentes zoológicos, há outra forma de se ver bichos na cidade grande: a arte urbana. Grande parte dessas representações artísticas retrata animais dos mais diversos tipos. Para o presente trabalho, o Beco do Batman, reduto artístico paulistano, foi minunciosamente inspecionado, sendo registradas as referências gráficas a animais não-humanos ali presentes. Em termos qualitativos, foram inventariados desenhos ilustrando os seguintes grandes grupos taxonômicos: Platyhelminthes (Turbellaria), Mollusca (Cephalopoda, Gastropoda); Trilobitomorpha; Arachnida (Araneae); Crustacea (Decapoda); Hexapoda (Blattaria, Diptera, Hymenoptera, Lepidoptera); Condrichthyes (Rajiformes, Selachimorpha); Actinopterygii; Amphibia (Anura); Reptilia (Dinosauria, Sauria, Serpentes, Testudines); Aves (Apodiformes, Ciconiformes, Columbiformes, Falconiformes, Galliformes, Passeriformes, Strigiformes); Mammalia (Artiodactyla, Carnivora, Chiroptera, Cingulata, Lagomorpha, Marsupialia, Perissodactyla, Primates, Proboscidea, Rodentia). Afeitos ao ser humano, os vertebrados estão muito retratados, especialmente os mamíferos e as aves. Animais vistosos e coloridos, como borboletas, beija-flores e aves-do-paraíso, estão numericamente bem representados, assim como aqueles familiares à vida doméstica, como cão e gato. Animais quiméricos e outros representantes da zoologia fantástica, como dragões e unicórnios, também estão ilustrados.

Palavras-chave: arte urbana; grafite; simbolismos; zoologia cultural.

Insetos na educação escoteira: análise do conhecimento entomológico dos Escoteiros do Brasil

Gabriel de Almeida Guimarães Passos; Wagner Lança Passos; Reginaldo Peçanha Brazil & Jane Costa

A Bruxa 3(2): 35-46, 2019

Resumo

O presente trabalho apresenta um relato de experiência para a divulgação científica com enfoque na avaliação do conhecimento entomológico dos Escoteiros do Brasil. A participação dos pesquisadores em entomologia do Instituto Oswaldo Cruz durante o 7º Jamboree Nacional Escoteiro, acampamento que reúne jovens e adultos de todo território nacional, resultou na aplicação de 150 questionários que permitiram identificar o grau de conhecimento dos escoteiros sobre os cuidados que devem ter com  determinados insetos que podem ser encontrados durante a realização de atividades na natureza.

Palavras-chave: coleções entomológicas; divulgação científica; ensino de Ciências.