Volume 5

    número 1, 2021  
    número 2, 2021  
    número 3, 2021  
    número 4, 2021  
    número 5, 2021  
    número 6, 2021  
    especial 1, 2021 

Amigas ou inimigas? O que os livros têm a dizer sobre as formigas (Hymenoptera: Formicidae) e o que eles podem dizer

Eder Cleyton Barbosa de França & Jarbas Marçal de Queiroz

A Bruxa 5(6): 110-119, 2021

Resumo

Dentre os himenópteros, as formigas se destacam devido à sua abundância, diversidade e importância funcional para os ecossistemas. Apesar disso, as formigas são, muitas vezes, reduzidas ao estereótipo de pragas agrícolas. A cultura tem papel fundamental no reforço de estereótipos e até mesmo na criação de preconceitos. Considerando esses fatores, o objetivo deste trabalho foi identificar como as formigas vêm sendo retratadas nos livros brasileiros e como elas podem ser retratadas em futuras publicações ou ações de divulgação científica. Foram encontrados 27 livros no acervo digital da Fundação Biblioteca Nacional publicados no Brasil sobre formigas, desde 1917 até 2017. Desses, 48,14% (n=13) são classificados na categoria “pragas agrícolas”, 22,22% (n=6) em “literatura infanto-juvenil”, 11,11% (n=3) na categoria “biologia” e os demais 18,51% (n=5) em outras categorias. Historicamente, as formigas têm sido retratadas nos livros brasileiros como pragas agrícolas e apenas no início do século XXI novas temáticas começaram a ser publicadas. Mirmecólogos recentemente têm contribuído para a mudança desse cenário, através de livros com fotos macroscópicas, ilustrações e história natural das espécies. Recomendamos que mais publicações e ações de divulgação científica sejam feitas, utilizando especialmente espécies prestadoras de serviços ecossistêmicos. É importante que haja ações junto às mídias para que essas informações cheguem ao grande público e influenciem na desconstrução do estereótipo de pragas.

 

Palavras-chave: conservação; Entomologia; literatura infanto-juvenil; pragas agrícolas; serviços ecossistêmicos.

RESENHA DE LIVRO

A Turma do Tatá, de Alberto Lazzaroni

Elidiomar Ribeiro Da-Silva

A Bruxa 5(6): 120-122, 2021

Juntando duas das maiores riquezas do Brasil, a biodiversidade e o folclore, A Turma do Tatá (ISBN 978-65-991940-1-6) (Figura 1), de Alberto Lazzaroni, é um exemplo prático do quão benéfica é a união entre Ciência e Cultura. Lançado pela Editora Ascensão (Lazzaroni, 2020), ...

Obituário zoológico: os animais nas carreiras de Diego Maradona e Paolo Rossi

 

 Leandro Lourenço Dumas

A Bruxa 5(5): 66-109, 2021

Resumo

O futebol, um dos esportes mais populares do mundo, pode ser considerado um dos principais fenômenos socioculturais dos séculos XX e XXI. Os maiores responsáveis por isso, sem dúvida, são os artistas do espetáculo, os grandes jogadores que arrastam uma multidão para os estádios e prendem a atenção de milhões de espectadores na frente da TV. Alguns desses craques ganham status de heróis, lendas e até deuses, sendo considerados ídolos universais e atemporais. E, infelizmente, o ano de 2020 marcou o fim da trajetória em vida de dois desses ídolos – o argentino Diego Maradona e o italiano Paolo Rossi. Os animais são figuras frequentes na simbologia do futebol, aparecendo em nomes, escudos e mascotes de clubes e seleções em todo o planeta, em expressões corriqueiras do cotidiano futebolístico e até nos apelidos de grandes jogadores. Assim, como forma de homenagear Maradona e Rossi, este trabalho traz a narrativa das carreiras desses gênios da bola, relacionando-as à presença de animais nos 19 clubes e nas duas seleções nacionais defendidas por eles, assim como na simbologia dos principais torneios disputados com as camisas de suas seleções. Foram encontradas 21 etnoespécies, com grande predomínio dos mamíferos, sendo o cachorro doméstico o animal com mais aparições (quatro). Também é realizada breve discussão sobre o potencial de utilização desses símbolos para a popularização da Ciência, conservação da biodiversidade e aplicação no ensino.

 

Palavras-chave: Ciência e Cultura; esporte; futebol; Zoologia Cultural.

ARTIGO DE OPINIÃO

 

O Dia da Terra em tempos de COVID-19: pouco a comemorar, muito o que refletir

 

 Elidiomar Ribeiro Da-Silva

A Bruxa 5(4): 56-65, 2021

Resumo

Originado como forma de protesto contra a degradação ambiental, abordando temas como poluição, destruição da natureza, desmatamento e efeito estufa, o Dia da Terra representa a possibilidade de reflexão sobre os rumos do planeta. Isso se intensificou com a pandemia de COVID-19, que varreu o mundo em 2020 e não dá mostras de arrefecimento em 2021, apontando para a urgência do debate acerca da exploração dos recursos naturais e suas consequências.

 

Palavras-chave: caça; conscientização; consumo; zoonoses.

Funga Cultural: micologia filatélica do Brasil e utilização de selos no ensino

 

Jorge Luiz Fortuna

A Bruxa 5(3): 32-55, 2021

Resumo

Fungos são seres vivos ubíquos, heterotróficos, uni ou multicelulares, morfologicamente diversificados e importantes para o ecossistema pela reciclagem da matéria orgânica e equilíbrio ecológico. Diversidade cultural define-se como diversidade biológica, cultural e linguística, incluindo inter-relações, dentro do complexo sistema adaptativo socioecológico. Este trabalho propõe o termo FUNGA CULTURAL como estudo da presença fúngica nas diferentes manifestações culturais. Como exemplo de manifestação cultural, este artigo trata de relacionar fungos com filatelia. Objetivou-se realizar um inventário dos selos comemorativos brasileiros que apresentam imagens de fungos, além de analisar suas representações na Funga Cultural e descrever as características de tais espécies. Foram analisados todos os selos postais comemorativos emitidos pela Empresa de Correios e Telégrafos do Brasil durante o período de 1900 a 2019. Foram emitidos dez selos com estampas de fungos, em três diferentes séries: três selos da série Fungos; um selo da série Estação Ecológica do Taim-RS; e seis selos da série Diversidade de Fungos. Os fungos apresentam ínfima representatividade nos selos comemorativos brasileiros. Os selos fazem parte da cultura humana e aqueles com estampas de fungos podem ser inseridos como representantes da Funga Cultural. Ademais, pode-se usar o selo como mais um recurso didático no ensino da funga e na divulgação científica.

 

Palavras-chave: coleção; divulgação científica; filatelia; fungos.

               Geomitologia da América do Sul, Mary Anning e os monstros de lago

 

              Júlia Mayer de Araujo; João Marcelo Pais de Rezende & Luiza Corral Martins de Oliveira Ponciano

A Bruxa 5(2): 22-31, 2021

Resumo

“Marianna e o Plesiossauro” é uma história criada pelo projeto de extensão Geomitologia da América do Sul: as rochas contam a nossa história, a fim de fazer a divulgação de fósseis de plesiossauros encontrados na Argentina e a história da paleontóloga inglesa Mary Anning. A aplicação da história para crianças tem como objetivo fazer a distinção entre dinossauros e répteis marinhos.

 

Palavras-chave: divulgação científica; répteis marinhos; taxonomia.

               Borboletas da Restinga - Parque Natural Municipal da Restinga do Barreto

 

              Camila Tavares Brito Guedes; Juliana Ferreira Meireles; Jully da Silva; Mateus de Oliveira Soares;

              Yasmim Alvarenga de Abreu; Alexandre Soares; Amanda Soares Miranda & Vinícius Albano Araújo

A Bruxa 5(especial 1): 63p. 2021

Retrospectiva 2020: nem melhor, nem pior, apenas um ano diferente no que se refere às formas de se falar de Zoologia

(e de Ciência em geral)

Elidiomar Ribeiro Da-Silva & Luci Boa Nova Coelho

A Bruxa 5(1): 1-11, 2021

Resumo

Pode-se considerar 2020 um ano diferente dos outros do século XXI. A pandemia de COVID-19 nos impôs mudanças comportamentais, incluindo o isolamento físico. As universidades e institutos públicos, centros de produção e divulgação do conhecimento científico no Brasil, paralisaram suas atividades presenciais, seguindo as recomendações das autoridades em saúde pública. Assim, as formas de se falar sobre Ciência e, especificamente, Zoologia, tiveram que ser reconfiguradas, com a internet desempenhando papel fundamental.

 

Palavras-chave: divulgação científica; eventos on-line; pandemia; redes sociais.

Divulgando a Zoologia em um quilombo do Estado do Rio de Janeiro, através da ação

Os Bichos da Terra da Gente

Luci Boa Nova Coelho; Elidiomar Ribeiro Da-Silva; Vinícius de Menezes Estrela Santiago; Regina de Assis;

Rômulo Fagundes Sodré & Tainá Boa Nova Ribeiro Silva

A Bruxa 5(1): 12-21, 2021

Resumo

O presente trabalho relata uma ação de divulgação da Zoologia, realizada em maio de 2019, no Complexo Cultural Fazenda Machadinha, patrimônio histórico de Quissamã, RJ. A ação foi parte das celebrações realizadas pelo Grupo de Jongo Tambores de Machadinha e pela Associação de Remanescentes de Quilombo Machadinha, referentes ao Dia da África, Dia dos Pretos Velhos e Abolição da Escravatura. Seguindo a linha de divulgar Ciência através da Cultura, as atividades lúdicas incluíram a distribuição de fanzines; um jogo da memória, associando animais da África com personagens fictícios; um jogo que correlaciona animais domésticos e da fauna silvestre brasileira com suas respectivas pegadas; brincadeiras com luvas reproduzindo as patas de animais; a pintura livre de desenhos de bichos; e fotografia livre junto a pôsteres com representantes das megafaunas africana e brasileira. Com isso, esperamos ter sensibilizado os participantes acerca da forte presença cultural dos animais, bem como da importância de se preservar a biodiversidade.

 

Palavras-chave: evento comunitário; popularização da Ciência; sensibilização.